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Ouvi "Lights Out, Words Gone", pela primeira vez, ao vivo. O show que o BBC fez no Glastonbury 2011 vazou no youtube, antes do lançamento do último cd "A Different Kind of Fix".
Ao escutá-la pela primeira vez, fiquei cativado. Ainda mais naquela vibe boa dos festivais europeus, onde todas as pessoas parecem estar despreocupadas com o tempo e com a vida, se importando apenas com a boa música que está rolando e com os bons momentos divididos com os amigos.
E é esse o sentimento que essa música parece passar ao escutarmos.
O instrumental é relaxante. Baixo e bateria em plena sintonia remetem ao reggae.
O vocal de Jack Steadman mesclado com a sutileza da voz de Lucy Rose - cantora que acompanha a banda - é notável.
Impossível ouvir e não se sentir minimamente mais tranquilo.
9 - Num É Só Ver - Emicida (part. Rael da Rima)
As parcerias entre Emicida e Rael da Rima são incessantes. Na primeira mixtape do rapper paulistano, Rael aparece em duas músicas. No segundo trabalho, em uma.
A parceria se tornou mais forte ainda no lançamento de "Doozicabraba e a Revolução Silenciosa". Nesse trabalho Rael participa diretamente de três músicas - sem contar a recém lançada "Sorrisos e Lágrimas".
"Num é Só Ver" foi composta e musicada pela próprio Rael da Rima, que cedeu a canção para o disco.
A música fala de uma forma muito inteligente sobre as pessoas que julgam as outras sem conhecer. Rael, com seu jeito peculiar de rimar, conta sobre episódios que com certeza já foram vividos por pessoas que foram julgadas pela aparência, e ironiza quem só aprende a aceitar diferenças a partir de determinados trunfos.
"Igual você, gosta de julgar aparência
Nem parou pra conversar, não teve essa competência
Mas tu mudou, não sei por que
Será que foi aquelas fita que eu fiz de TV?"
PS.: Espero muito que 2012 seja o ano do Rael da Rima. Ótimo artista.
8 - The Hellcat Spangled Shalalala - Arctic Monkeys
Uma música que, à primeira vista, parece confusa. Que diabos é um "Hellcat Spangled"? "tellescopic hallelujah"?
Porém, é engraçado como nenhuma letra de Alex Turner vem por acaso. A habilidade do vocalista em narrar situações, tanto fictícias como corriqueiras, se coloca à mostra nessa bela canção do último álbum "Suck it and See".
Alex fala, nessa composição, de uma garota sagaz, esperta e inteligente. Daquelas que sempre tem qualquer um a seus pés, e que parece que nada afeta, já que ela tem "um telescópio na parede pra quando as coisas ficarem difíceis".
Tudo isso acompanhado de uma competente linha de baixo, e de bends gritados do guitarrista Jamie Cook no refrão.
7 - Transa - Rancore
Umas das músicas que mais ouvi no ano e que foge bastante das origens do Rancore.
A banda que sempre foi caracterizada por rapidez, peso e distorção, muda para guitarras limpas, bem combinadas, e solos muito criativos do guitarrista Candinho.
"Transa" é uma canção de amor e de sinceridade.
Teco, vocalista e compositor da banda, transmite na letra a felicidade de encontrar um amor real. A busca incessante para procurar e achar "algo real nessa contínua transa" que o mundo nos propõe, e como a vida pode se realizar a partir desse encontro de sentimentos verdadeiros.
O instrumental é direto e coeso. Há uma interessante quebrada logo após o refrão que desemboca nos bends do solo final.
A conclusão da melodia e da letra soa como um brinde. Um convite para aproveitarmos, da melhor forma possível, aquilo que existe de bom na vida.
"Tudo vai passar, tudo vai passar
Temos pouco tempo
Meu amor
Vamos realizar as nossas fantasias
Perdoar as nossas diferenças
E celebrar esse momentos juntos"
Mais um som do Cage the Elephant com um ar completamente grunge - Aberdeen é a cidade que Kurt Cobain nasceu, em Washington.
Li certa vez que "Aberdeen" tem uma intro que a torna impossível de ouvir pela metade. Tenho a mesma impressão quando ouço.
A guitarra estridente começa a música e, em seguida, um baixo palhetado muito bem marcado leva o verso.
É engraçado ver como uma banda que parecia tão "de garagem" no primeiro CD cresceu musicalmente. As duas guitarras passaram a ser elaboradas de forma mais minuciosa. Prova disso é o solo de guitarra pós segundo refrão que dá realmente um feeling grunge à música.
"Aberdeen" também tem um clipe que acho bem legal. É um daqueles clipes que te ajudam a se apaixonar pela música. Se alguém nunca assistiu, vale a pena.






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