O californiano Kendrick Lamar, um dos mais elogiados da nova safra
Pois é. Depois de um longo e tenebroso inverno parece que a vertente mais contemporânea da black music começa a passar por concretas revitalizações.
Animados pelos recentes sucessos de Kanye West e Jay-Z, tanto com os trabalhos solo de cada um, quanto com "Watch the Throne", aclamado disco em conjunto da dupla, novas caras e novas tendências passam a ganhar força. Artistas de diferentes assuntos e métodos de criação, mas com um fator em comum: a quebra de laços com o Gangsta Rap moderno, a última vertente de sucesso do gênero.
Nos anos 2000 rappers como 50, Cent, Nelly, Ja Rule, Fat Joe, entre outros, reviviam o Gangsta Rap. Porém, diferente das épocas de Tupac e Notorious, em que realmente havia rixas e muita rivalidade, a modernização desse gênero era, de certa forma, forçada e de mau gosto.
No fim da década, com a ascensão de Kanye West, a mudança de vertente de Jay-Z, e o surgimento de rappers como Lupe Fiasco, um novo jeito de versar passou a ganhar força. Com disco "Graduation", Kanye, entre outros assuntos, fala sobre julgamentos em Can't Tell me Nothing e sobre fama em Flashing Lights. Jay-Z fez "American Gangster", a ótima trilha sonora do filme "O Gângster" estrelado por Denzel Washington, contando com o mafioso do longa como personagem principal deste trabalho. Já Lupe Fiasco, em seu primeiro disco, "Food and Liquor", versava sobre assuntos variados que iam desde a relação EUA x Iraque, até o preconceito e repressão barata de policiais contra skatistas.

Defensor do fim da homofobia no rap, A$ap Rocky fez inusitada parceria com a cantora Lana del Rey
Kendrick Lamar - A.D.H.D.
A$ap Rocky - Ridin' feat Lana del Rey
