quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Minhas Músicas de 2011 - Parte 4



15 -11!

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15 - Shake me Down - Cage the Elephant



Primeiro single do segundo disco, "Thank You, Happy Birthday", "Shake me Down" vem pra mostrar uma outra face do Cage the Elephant.

Até então todos conheciam uma banda de ritmo acelerado, muita energia no palco, músicas despreocupadas. Enfim, era uma banda sem responsabilidades, no melhor sentido.

A energia continua, mas em "Shake Me Down", e em outras músicas do cd, o espírito melancólico do grunge toma lugar como uma das influências.

O interessante é como a canção se constrói no início. Apenas guitarras dedilhadas enquanto o vocalista Matt Shultz, com uma voz "agoniada", canta os primeiros versos. A bateria vai se apresentando com algumas pausas, entrando, saindo e atiçando a curiosidade do ouvinte para saber quando os instrumentos se juntarão de maneira constante.

"Shake me Down" é madura, inteligente, mas, ainda assim, não deixa totalmente de lado o ar aventureiro (no sentido de fazer música sem se importar com os outros) sempre tão presente na banda.


14 - Infinito - Rancore



Era uma simples música bônus para os fanáticos seguidores do Rancore, mas acabou se tornando comum, pra mim, apertar o play e ver o título da canção. "Infinito" veio pra coroar o belo resultado de "Seiva".

O Rancore mudou de ares. Não largou o peso que o caracterizava, mas se aventurou em novos territórios.

"Infinito" fala de amor e da sorte de ter encontrado quem te faz bem. A letra soa como um sonoro: "eu encontrei quem eu queria. Que a sorte lhe acompanhe, e que você possa encontrar também".

O instrumental, principalmente no refrão, lembra bastante Circa Survive. Guitarras que se intercalam, baixo e bateria lineares. E para finalizar a música, uma pausa para a explosão característica do Rancore.

A potência continua, mas, parafraseando um outro som do "Seiva", de um "jeito livre", de um jeito diferente...


13 - Brendan's Death Song - Red Hot Chili Peppers



A saída de John Frusciante preocupou como havia de ser. "I'm With You" veio com aquele pé atrás de como seria um novo disco com o novato Josh Klinghofer no comando da guitarra - mesmo sendo com o aval e indicação de John.

O CD, ao todo, conta muito mais com o grandioso baixista Flea como figura principal. Porém, em "Brendan's Death Song", Josh aparece como um bom destaque.

A canção é avassaladora.
No começo passa a impressão de ser simples, acústica, como uma parceria entre o novo guitarrista e o vocalista Anthony Kiedis. Engano... pois a partir da entrada do baterista Chad Smith, a música entra em uma constante evolução.

Josh faz uma bela intro acústica, leva bem a música com solos e completa o seu trabalho com ótimos backing vocals. Bem como John Frusciante faria.

Mas o que mais chama atenção é a forma com que Chad Smith faz a música ganhar em emoção e intensidade. Realmente notável.

Pena "Brendan's Death Song" ser a única canção de grande destaque no álbum, mas se depender dela, o Red Hot pode seguir firme e forte.


12 - Bright Lights - Gary Clark Jr.



Um blues. Um baita blues!
Com referências aos grandes do passado, como deve ser. Mas com um ar moderno também.

Gary Clark apareceu bastante por participar dos tradicionais festivais Crossroads, organizados por Eric Clapton.

Não sei se consigo explicar tão bem o que me fez ouvir tanto esse sonzasso durante o ano.

A base da música INTEIRA fica só em duas variações do acorde Lá. Mas a voz negra, a segunda guitarra que aparece só quando é necessário, a bateria de fluência certeira e os metais (na versão ao vivo) que potencializam os solos tornam a adição de novos acordes extremamente desnecessária.

Já ouvi muita gente dizer que não há mais bluesmans hoje em dia. Será mesmo?


11 - Get Away - Yuck



Quando ouvi "Get Away", tive certeza de ser alguma banda dos anos 90.

Todos os elementos da música levam a isso. A tórrida adição de fuzz nas guitarras, a letra melancólica, o vocal que pouco se destaca diante do instrumental, a influência de Pixies no baixo. Tudo é anos 90.

Talvez essa sede de querermos ver nas bandas atuais influências do que já passou, tenha feito essa música e o álbum do Yuck ser tão elogiado.

Que consigam se reinventar e não cair no mesmo

Se é que alguém realmente se importaria caso caíssem...


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