Esse é o meu terceiro texto tendo a música dos Wild Beasts como tema principal, e nunca me sinto satisfeito. A riqueza da obra desses jovens britânicos é de fazer descobrir sensações novas cada vez que escuto.
"We Still Got the Taste...", segundo os próprios, é um "conto de insaciável desejo, cheio de obscenidade retorcida" - parece estranho, mas tenho certeza que quem ouve a música, entende a frase.
Tenho que admitir que há músicas muito mais rebuscadas e tecnicamente elaboradas no repertório dos Wild Beasts. Porém creio que nenhuma delas tem a mesma capacidade lúdica presente nesse terceiro single do ótimo (e subestimado) "Two Dancers".
Como já disse em outros posts, um dos pontos mais fortes da banda é imensa criatividade e precisão do baterista Chris Talbot.
Pois bem, na versão ao vivo de "We Still Got the Taste...", Chris e o baixista Hayden Thorpe brincam com o tempo. Começam imprimindo uma cadência linear no verso, e mudam para uma cadência ondulante no refrão.
Pra ficar mais claro, é como se a música, no verso, tivesse 100 BPM (Batidas Por Minuto), e no refrão ficasse indo e voltando entre 96 e 98 BPM.
Sim, ao ouvirmos isso dá um nó no cérebro. Uma grande brisa. Coisa linda.
De resto, mais da beleza dos Wild Beasts: combinações precisas entre as vozes de Hayden Thorpe e Tom Fleming, muito uso de atabaques na bateria de Chris Talbot e muito delay na guitarra de Ben Little.
Enfim, boa viagem.
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Versão de estúdio
Versão ao vivo

